quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As Suicidas de Coppola

O Primeiro filme de Sofia Coppola, filha do mestre Francis Ford Coppola ( O Poderoso Chefão ) é um delicado retrato de agonia silenciosa. Durante os primeiros minutos somos apresentados à Cecília que tenta suicidio cortando os pulsos na banheira de casa, ela é socorrida e então temos um vislumbre da tentativa de escape de uma jovem que não suporta o sistema patético em que vive, cercada de mentiras e argumentos despropozitais. Logo depois, a família ( Pai, Mãe e mais 4 irmãs de Cecília, os Lisbon ) Tentam animar a menina com uma festa, onde ela tenta suicidio novamente e consegue, se jogando da janela do quarto.

O ponto deste filme não é o porque dessa menina acabar com a própria vida sem um motivo mais terrivel do que a vida que ela levava, porque ela não teve paciencia e esperou sair de casa. O Ponto é até que ponto podemos viver no sistema, até que ponto suportamos a inutilidade e o vazio existencial. Esse limite é testado quase todo dia para quem pensa nisso e se torna um fatigante momento de desespero, perceber que estamos numa roda viva sem esperança.

É essencial ressaltar que o filme é belíssimo em fotografia, trilha sonora, e atuação das meninas Lisbon, e que até os meninos - que narram a a história - não são menos importantes, pois eles levantam as questões principais citadas. A partir do momento em que uma delas ( Lux - Kirsten Dunst) começa a sair da linha, do limite do sistema, o spais repressores tomam atitudes terríveis para jovens em crise, ordenam que ela queime todos os discos de rock, e que nunca mais saiam de casa. As quatro irmãs Lisbon então passam a viver no mundo recluso, longe do perigo, porém criando uma situação mais difícil ainda em suas mentes. Como escapar?

E é exatamente a pergunta 'Como escapar?' que leva ao desfecho do filme, que foi surpreendente de início e logo depois não mais, já que é tratado de uma forma passageira nas telas, o que realmente seria na vida real. vidas vem e vão, não importa se são de quatro jovens ou quatro idosas.

Um comentário:

  1. Pois é... já pensei várias vezes em me matar... apesar de achar isso completamente idiota... uma vez eu tentei... outra vez eu escrevi sobre minha possível morte acidental... bem...
    Eu gostei do texto x)

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