quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A Educação de Scherfig


Eu admito que foi o primeiro filme que vi de Lone Scherfig, diretora dinamarquesa que me surpreendeu com esse ácido olhar sobre a educação britânica das meninas dos anos 60.
O filme inteiro é quase uma homenagem aos filmes franceses que consolidaram esse tipo de obra, existencialista, porém simplista, e muitas vezes crítica à uma sociedade que tenta se sustentar com conceitos caducos. Educação ( An Education ) é um filme que coloca para pensar, mesmo sem obrigar a isso. Quem quiser pode assistir ao romance de Jenny com o mais velho David, e curtir as belas imagens, umas poucas em paris, e curtir o climão 'Godard' que é criado durante o filme. Mas também pode levar a serio as palavras de Jenny ao discutir com a diretora sobre a vida extremamente chata que se leva na inglaterra, e como todos somos obrigados a sermos chatos a medida que vamos crescendo.
Educação é o que temos durante a vida, e talvez não acabamos de aprender até morrermos, mas o que se mostra neste filme é ligeiramente mais sutil. É o fato de passarmos metade das nossas vidas enfiados em escolas para termos notas suficientes para sermos aprovados em concursos etc. É exatamente essa a lição que levo do filme, viver mais, curtir mais, mesmo que que você se decepcione depois, poderá correr atrás. A impressão que fica é que sempre há tempo para se redimir.

Educação é uma mensagem para os sistemas escolares falidos, e para os que desejam largar a vida acadêmica para viver uma aventura. Porém esteja alerta, pois nem todos tem a sorte de poder recomeçar como Jenny.


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